Entro devagar no pó
E o mundo faz-me sinal
Há um mapa em cada estante
E um segredo no portal
Os livros olham para mim
Como velhos do costume
E eu sigo o teu nome
Pela margem e pelo lume
Vem cá, dá-me a mão
Faz-me perder a razão
Entre capas e silêncio
Bate forte o coração
Nas bibliotecas, oh
Nas bibliotecas, oh
Há sempre um som melhor
Nas bibliotecas, oh
Na mesa há um risco azul
E um café já sem calor
Um marcador cai no chão
Como um pequeno trovador
Tu ris, eu fico a ver
A poeira a dançar no ar
E cada página vira
Quando te sinto chegar
Vem cá, dá-me a mão
Faz-me perder a razão
Entre capas e silêncio
Bate forte o coração
Nas bibliotecas, oh
Nas bibliotecas, oh
Há sempre um som melhor
Nas bibliotecas, oh
Se a rua quer gritar
Eu deixo-a lá fora
Aqui dentro o tempo pára
E a tua voz me devora
Fecha a porta, abre o livro
Deixa o resto para trás
Se me chamas entre linhas
Eu já não volto atrás
Nas bibliotecas, oh
Nas bibliotecas, oh
Há sempre um som melhor
Nas bibliotecas, oh
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